sábado, 3 de abril de 2010

O eu de mim.

Eu acho que fui comprar cigarro e esqueci de voltar. Cigarro não é sexy e quase sempre revela meu caos interior. Escrever não me faz excêntrica. Ao contrário: coloca-me nua diante de estranhos. Sexo oral não está em pauta na minha conversa do dia. Bolsas caras não me levam ao paraíso. Televisão me entedia. Casamento não é a minha ansiedade unanime. Eu estou sempre mudando: de nome, de cidade, de vida .. Quem sou eu ? Fui poetisa aos cinco, uma carrancuda sem pátria e sem crença aos onze. - Sou uma libertina, livre e desbocada aos quinze. Mas não acho que isso importe muito. É tudo tão clichê, e eu me sinto tão cansada para continuar acreditando, até mesmo nas coisas que eu digo. Tudo tão vago, até meu coração, antes sôfredo em seus batimentos, cansou-se de tudo. Mas eu sempre me engano muito, sou muito insegura quanto a isso. Sou insegura quanto a tudo. Meu medo me consome. Eu gosto. Mas isso não importa. Talvez eu não importe, e só. Talvez.

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