PUMP THAT PUSSY
Um ego frágil.
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
domingo, 17 de julho de 2011
E aquela frase: ''Lá vem o amor nos dilacerar novamente''
Então chegas e pedes para ficar. Entras em mim como se fosse de tua posse, como se eu já fosse tua. Embriaga a alma com palavras doces, invade e rasga a pele com carinhos suaves e eu corro. Tento fugir, caio. O sangue que não escorre do meu joelho, escorre do coração. Não quero isso de novo, grito no travesseiro silenciosamente. Ninguém me ouve, nem eu mesma. Então me rendo. Pois bem amor, sou tua.
terça-feira, 29 de março de 2011
Compartilhados.
Meu grito incontido continua doendo em todos os corações. Partidos, eles unem-se como se pertencessem a um único dono. Gritam, e imploram por abraços quentes, sexo tarde da noite, canções de ninar, fotos íntimas pela parede. Sei que compartilham o mesmo sentimento vazio, por isso sofro com vocês. Nada aqui dentro. Nada aí dentro. O mesmo nada frio, onde perpetua-se a minha, a nossa vontade de querer encontrar algo. Algo que nos dê alguma razão para estarmos todos, tão conectados com essa solidão agonizante e ao mesmo tempo, aconchegante.
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Back to the start.
Estou indo te encontrar, te dizer que eu sinto muito. Você não sabe quão adorável você é. Eu tive que encontrar você, te dizer que eu preciso de você e te dizer que eu te deixei de lado. Me conte seus segredos e me pergunte suas dúvidas, vamos voltar para o começo. Ninguém disse que era fácil. É mesmo uma pena nós nos separarmos, ninguém disse que era fácil e ninguém nunca disse que seria tão difícil. Leve-me de volta ao começo. Eu há pouco estava adivinhando números e dígitos, solucionando os quebra-cabeças, questões de ciência, ciência e progresso não falam tão alto quanto meu coração. Diga-me que me ama, volte e me assombre, e eu corro para o começo. Ninguém disse que era fácil. É mesmo uma pena nós nos separarmos, ninguém disse que era fácil e ninguém nunca disse que seria tão difícil. Eu estou voltando para o começo.
The scientist - Coldplay
Torpor.
Não foi a primeira nem a última vez que o vi, mas foi a única que eu estive prestes a avançar. Olhei o sinal, estava fechado e na minha frente, ele estava parado, com seu sorriso angelical e meu coração na mão. Eu finalmente estava decidida a passar por cima, mesmo que isso significasse destruir todas as lembranças. Sua presença me matava aos poucos e me deixava mais viciada a cada dia. Costumeiro viver sob efeitos de remédios. E não tinham a ação de comprimidos. Abraços, sorrisos, poemas ilusórios, me enganavam momentaneamente. Não sei se era mera ilusão ou se por um momento ele realmente se importou comigo. Ele pegou meu coração e o deixou sob o asfalto quente, e eu vi meus sentimentos se dilacerarem sem que eu pudesse fazer nada. Sem que eu quisesse fazer nada. De alguma forma, eu não ligava. Aos poucos era desligada de mim mesma, da parte que ele sempre exigiu que eu fosse. Precisava ser suficiente só pra mim agora. A vida sem remédios é muito mais gratificante. Ele teve que se contentar em ser o analgésico de outra pessoa. Qualquer outra que gostasse de um que não funcionasse bem e que viciasse. Esse alguém não era mais eu.
terça-feira, 20 de abril de 2010
Primeiro amor.
Palhaço, de olhos verdes e um chapéu cor-de-rosa. Assim ele apareceu pra mim, e assim eu o amei. Desde o primeiro instante. A partir do primeiro arrepio, a primeira pulsada violenta nas veias, do primeiro suspiro. Entreguei-me de corpo e alma, e deliciei-me com as gotas de um amor genuino. Um amor letal. Cada gota agia como veneno, levando-me a uma morte induzida, lenta, prazerosa. Eu estava ciente dos sintomas, estava com febre, eu estava alucinando. Pensando bem, talvez não fosse veneno, nem doença. Era uma droga, presente em minha corrente sanguinea, fazendo minha cabeça girar, minhas pernas pesarem. E claro, era viciante. Quando mais eu provava daquela substância, mas eu me entregava aos seus encantos. Era como tomar absinto, e ver que as lendas sobre ele eram reais. Aquilo me levava a loucura, e eu adorava, queria mais e mais. Nunca pensando nas consequencias. Haveriam consequencias ? Ou haveria apenas cheiro de paixão misturado com um perfume masculino embriagante ? Haveria razão para querer deixar aquilo ? Ou haveria para sempre canções que falavam de mar, e encontros, e mais canções ? Degustar o amor pela primeira vez é uma sensação única. Mas assim como outras drogas, ou absinto, custa caro. Porque depois do efeito, sempre vem dor de cabeça, ressaca. Mas apesar de tudo isso, você nunca se arrepende. E você agradece, por cada particula do seu ser não rejeitar gotas tão puras do mais cruel e vital veneno. Então você sabe, que sufocar e delirar é um preço baixo a se pagar. Porque o amor é assim, e põe você à prova a todo instante, sucintamente. Mas, por todo o caminho que eu percorrer, palavras suaves e quentes sairam da minha boca para dizer que o meu primeiro amor teve sabor de desejo, teve sabor de vida, teve sabor de amor. O mais letal, e o mais lindo. Com olhos verdes que pareciam esmeralda liquida, e com um chapéu cor-de-rosa. Que hoje se encontra desbotado, comigo. Mas que sempre vai existir. Como essa lembrança, que o assim como o vinho, fica mais saborosa com o passar do tempo. Um brinde, aos primeiros amores. E aos outros também, é claro.
sábado, 3 de abril de 2010
Insaciável.
Sinto-me inspirada, e nostalgiada. Sinto sede de palavras, isso me consome tranquilamente. Sinto falta de coisas que não tem nome. Sinto falta, mas não sei bem se sinto isso mesmo. Como explicar a saudade que se sente, de uma coisa que simplesmente não existe ? Acham isso estranho. Já eu parei de achar as coisas. Minha opnião não está valendo muito. Nunca valeu realmente. Para falar a verdade, eu não me sinto inspirada. Peço-lhes desculpas quanto a minha singela mentira, mas é que eu nunca tenho inspiração, só precisava de algo para começar. Não sei porque ainda continuo a escrever. Como eu disse, eu sinto sede de palavras. Queria poder colocar todos os meus pensamentos para fora de mim, mas queria que isso fizesse algum sentido. É uma tentativa vã. Sinto sede de palavras sim, mas é uma sede que eu não posso saciar. É mais forte do que eu. Na realidade, eu sou pouca coisa agora. E o que eu sou não importa muito. O que importa é o momento. É o meu momento. Meu momento de fraqueza. Meu momento de devaneio. É isso que eu sou. Apenas. Agora estou com saudade de pessoas.Divertidas, que amam a vida. Nunca conheci tais pessoas, mas sinto falta delas. Elas ocupam muito espaço dentro de mim. São elas, o meu amor por elas, e mais devaneios. Mais pensamentos irracionais. Tenho que parar de pensar. Pensar cansa, e geralmente eu não chego a nenhuma conclusão. Acho que hoje realmente não é meu dia. Estou dizendo, ou tentando dizer algo que não sei. Essa é a verdade. Não sei o que lhes dizer. Uso esse pronome como se conhecesse quem fosse ler. Tomara que ninguém. Não desejaria que alguém se perdesse tanto quanto eu estou perdida. Sinto-me num labirinto, um labirinto de palavras. Ainda estou tentando achar palavras coerentes e acabar logo com isso. Não consigo. Minha garganta queima. Meus dedos tremem. Meus olhos piscam sem controle. Tenho sede de palavras, isso me consome mais. Quero colocar tudo pra fora, mas as palavras não são minhas amigas. Elas saem distorcidas, ou é apenas meus pensamentos que não tem ordem. Talvez seja isso. Estranho não ? Não consigo dizer o que sinto, ou mentir sobre alguma coisa. Defeito de sinceridade oculta. Minha sinceridade é gritada pra mim em silêncio. Faltam-me palavras para expor-me. Queria que me conhecessem. Queria que vissem essa confusão de vagas palavras nos meus pequenos olhos escuros. Queria que usassem meus olhos como pontes, que atravessassem e vissem a minha agonia interna. Queria que pudessem me ajudar. Mas ninguém pode. Nem eu posso comigo mesma. Quero ordem. Quero cascata de palavras. Queria que não sentissem minha confusão. Mas eu sempre quero muito. Tenho que querer parar de querer. Ainda sinto sede. Perdida no labirinto de palavras para sempre. Com sede. Sinto-me inspirada. Mentira. Ainda sinto minha confusão na pele, no suor escorrendo na minha face, na minha cabeça girando. Sinto-me pálida. Sinto o frio. Sinto sede de palavras, isso me consome aos poucos, tranquilamente. Não sinto mais nada. Parei de sentir. Não acredite.
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