domingo, 17 de julho de 2011

E aquela frase: ''Lá vem o amor nos dilacerar novamente''

Então chegas e pedes para ficar. Entras em mim como se fosse de tua posse, como se eu já fosse tua. Embriaga a alma com palavras doces, invade e rasga a pele com carinhos suaves e eu corro. Tento fugir, caio. O sangue que não escorre do meu joelho, escorre do coração. Não quero isso de novo, grito no travesseiro silenciosamente. Ninguém me ouve, nem eu mesma. Então me rendo. Pois bem amor, sou tua.

terça-feira, 29 de março de 2011

Compartilhados.

Meu grito incontido continua doendo em todos os corações. Partidos, eles unem-se como se pertencessem a um único dono. Gritam, e imploram por abraços quentes, sexo tarde da noite, canções de ninar, fotos íntimas pela parede. Sei que compartilham o mesmo sentimento vazio, por isso sofro com vocês. Nada aqui dentro. Nada aí dentro. O mesmo nada frio, onde perpetua-se a minha, a nossa vontade de querer encontrar algo. Algo que nos dê alguma razão para estarmos todos, tão conectados com essa solidão agonizante e ao mesmo tempo, aconchegante.